segunda-feira, 28 de março de 2011


Áreas de Preservação Permanente

As Áreas de Preservação Permanente são áreas de grande importância ecológica, cobertas ou não por vegetação nativa, que têm como função preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas. Como exemplo de APP estão as áreas de mananciais, as encostas com mais de 45 graus de declividade, os manguezais e as matas ciliares. Essas áreas são protegidas pela Lei Federal nº 4.771/65 (alterados pela Lei Federal nº 7.803/89).

Qualquer intervenção em APP deve requerer autorização do DEPRN. Caso contrário, será considerada crime ambiental, conforme dispõe a Lei Federal nº 9.605/98, passível de pena de detenção de um a três anos e multa de até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por hectare danificado.

Consideram-se de preservação permanente, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:

a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será:

1 - de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura;

2 - de 50 (cinquenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;

3 - de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura;

4 - de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;

5 - de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;

b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou artificiais;

c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados "olhos d'água", qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinquenta) metros de largura;

d) no topo de morros, montes, montanhas e serras;

e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45o, equivalente a 100% na linha de maior declive;

f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;

g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;

h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação.

Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, obervar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo.

Exemplos: as margens de rios são consideradas APPs e também encostas com mais de 45o de declividade.

Fotos: Schaffer WB & Prochnow M (org). A Mata atlântica e você. Brasília. Apremavi.2002

segunda-feira, 7 de março de 2011


Parque público São Paulo – Cantinho do Céu

Desenhado pelo escritório Boldarini Arquitetura e Urbanismo, o parque Cantinho do Céu, no Grajaú, no extremo sul de São Paulo, vai se estender por sete quilômetros na margem da represa Billings, um dos reservatórios que abastece a capital paulista. O equipamento é parte do projeto de urbanização da região, uma forma de desencorajar a reocupação da orla e conscientizar a comunidade da paisagem que a envolve.

O projeto do parque não traz inovações formais, mas é uma abordagem pouco usual para tratar o problema das ocupações. Boldarini explica que a estratégia foi voltar as moradias para o reservatório e revelar a natureza à sua frente, valorizando paisagem e comunidade.

Em seu primeiro trecho, cujo acesso se dá pela rua das Andorinhas Brasileiras, o parque possui quadra de futebol com gramado sintético, pista de skate, praça de equipamentos para exercícios físicos e passarelas para caminhadas, com mirantes que permitem apreciar a vista.

A implantação do projeto se torna ainda mais complexa por causa dos vários tipos de interferência, desde ajustar o desenho de uma passarela para evitar a remoção de uma árvore até contornar a tampa da boca de lobo da rede de esgoto.

Nas peças instaladas no parque (bancos, lixeiras, corrimãos etc.), a preocupação foi além do desenho e buscou produzi-las com materiais mais robustos e duráveis, para dificultar o vandalismo.

O parque Cantinho do Céu é um dos elementos de uma série de intervenções que, de forma genérica, pretendem implantar redes de água e de coleta de esgoto, eliminar áreas de riscos, fazer a drenagem de águas pluviais e estender a coleta de lixo até as comunidades - enfim, transformar locais degradados e de ocupações irregulares em bairros estruturados. (ARCOWEB, 2011).

Comentário:

O projeto do Parque Cantinho do céu é interessante como obra análoga pois mostra que um parque pode ser um espaço que envolve as pessoas da comunidade sendo bem estruturado, e pela falta de espaços semelhantes na comunidade. Ou seja relata que os moradores sentiam falta dessa desta possibilidade da convivência coletiva. E que ré possível retomar a relação do rio com a população. No texto explica que uma das estratégias do projeto foi voltar a comunidade para o rio valorizando o ambiente e a paisagem local. E as formas utilizadas para aumentar o contado das pessoas com a água passarelas decs ficou esteticamente muito bom e aparentemente muito agradável para quem os usuários do parque.

quinta-feira, 3 de março de 2011

S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L (visita técnica)




Balanço da OMS aponta frágil avanço nos objetivos do milênio

Redação Sociedade Sustentável

04/01/2011

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera ter havido um frágil progresso no que diz respeito ao desenvolvimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio na área de saúde em todo o mundo.

Balanço da organização indica redução no número de casos e de óbitos causados pela gripe suína (influenza A, H1N1) em 2010. Entre os avanços citados está o anúncio de uma nova vacina contra a meningite, doença que mata mais de 450 milhões de pessoas apenas na África. O medicamento, de acordo com a OMS, é promissor por ser de baixo custo e eficaz no combate às infecções.

A organização também chama a atenção para o fato de que em 2010 o mundo foi marcado por inúmeros fenômenos naturais, que dificultaram melhorias na saúde, como o terremoto no Haiti e as inundações no Paquistão.

quarta-feira, 2 de março de 2011


Catadores temem fechamento de lixão de Gramacho

Redação Sociedade Sustentável

28/02/2011

A informação de que será fechado até o fim do ano o lixão de Gramacho, em Duque de Caxias, está provocando apreensão em 5 mil catadores que vivem da coleta e reciclagem de lixo. A renda média dos catadores, segundo a prefeitura de Caxias, é de R$ 680, mas os mais experientes conseguem superar R$ 1 mil por mês.

O trabalho dos catadores foi retratado no documentário Lixo Extraordinário, feito com o artista plástico Vik Muniz. Os trabalhadores vivem exclusivamente de separar e vender as toneladas de resíduos que chegam dos municípios da região metropolitana do Rio.

“O meu medo é o lixão fechar e eu não ter de onde tirar o sustento da minha família, que vem todo daqui”, disse o catador Leandro Severo de Azevedo, que trabalha no local há dez anos.